CARNAVAL

A ressaca do carnaval me deixa quieto.
Bebo, recito, canto, danço e brinco tanto
Com o meu povo seleto,
Que das cinzas eu faço prantos.

O êxtase quer pular o mundo,
A virgem sai feito uma bicha louca,
As marchinhas, os frevos de saudade, a muvuca,
As músicas de plástico no feriado vagabundo.

Tudo isso fica girando na alta pelas ruas
Que imperam a liberdade crua e nua,
Com os ouvidos colados nos metais da banda a todo tremor.

É quando me imagino regendo a poesia
Que circulou pelo recanto desses dias
Quentes e melados pelo sol da praia do amor.

Jorge Andrade Mangueira (20/02/15)

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